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Paulo Freire foi bem feliz em colocar este subtítulo no seu livro Pedagogia da autonomia, observamos hoje que as pessoas estão muito preocupadas com sua correria do dia a dia, com o salário baixo, muitas vezes buscando trabalhar o dobro para ganhar mais. O professor de hoje está desmotivado pela sua desvalorização dentro da sua função e acaba por deixar a desejar o seu trabalho, trabalho este que é necessário muito comprometimento e doação a partir da pessoa que educa, pois o meu aluno de hoje, poderá ser amanhã uma pessoa bem sucedida ou uma pessoa que não terá um futuro tão brilhante e dependerá para sempre de Bolsa Família, PETI e/ou outros projetos do governo para auxiliar pessoas carentes. Falando disso me veio a mente uma situação bem pertinente ao assunto, em uma determinada escola que eu trabalho, um aluno chegou para mim e para diretora da instituição e nos falou: "vou parar de estudar." e ai eu perguntei o que ele estaria pensando em fazer da vida sem estudar e ele logo me respondeu "Vou trabalhar na roça e ganhar dinheiro.", este aluno se não for é um dos mais peraltas da escola, e ele vai para escola obrigado e não por que quer, e ai eu pergunto: o que nós educadores estamos fazendo para mudar este quadro? Nada. O aluno não gosta de ir a escola, quando chega no ambiente que ele deveria gostar mais, se depara com um(a) sujeito(a) no quadro negro, lotando o mesmo de atividades e falando sem parar, onde parece que ele não tem voz e nem vez, então o que ele faz? Tenta fugir o máximo possível deste "martírio". O professor deve sempre ouvir o aluno, levar o conteúdo ao mesmo de maneira dinâmica, deixar bem claro que com o estudo já é ruim, sem ele é pior ainda e que só o conhecimento (fugindo da metafísica e da religiosidade) pode nos abrir caminhos que outrora nem se imaginava que se abriria.
Faz parte também do ensinar exige comprometimento, a formação continuada do profissional da educação. Tudo evolui, a educação, o conhecimento,os alunos. Se nós ficarmos estagnados, ficaremos obsoletos e tudo que levarmos para nossos alunos não irá interessá-los pois já passou, por isso a importância de estarmos sempre em formação, sempre aprimorando nosso conhecimento. O professor que não busca se atualizar, o professor que não quer "perder tempo" em seminários, ou em universidades, não está preocupado em levar o melhor para seus alunos e portanto deve ser chamado apenas de professor e jamais de educador, porque professor é uma profissão com outra qualquer e educador é vocação, um chamado, um sacerdócio. E digo mais, esse professor não tem nenhum compromisso com a educação, apenas está entre nós por falta de opção, assim como o joio está misturado com o trigo. A todos nós educadores vai um apelo: VAMOS NOS COMPROMETERMOS COM A EDUCAÇÃO DE NOSSO PAÍS, POIS SÓ ELA É CAPAZ DE DAR EMANCIPAÇÃO AO SUJEITO!

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